Com pouco mais de 3 anos de idade e 1 metro de altura, Matusalém está
crescendo saudável. "É linda", diz a cientista Sarah Sallon,
referindo-se à tamareira cujos pais podem ter ajudado a alimentar judeus
revoltados contra o Império Romano, 2.000 anos atrás.
A pequena árvore brotou de uma semente recuperada de Massada, onde judeus
rebelados cometeram suicídio para evitar a captura pelas tropas de Roma.
Datação de carbono 14 de outras sementes e de fragmentos de raízes
encontrados perto da semente que brotou indicam que ela tinha 2.000 anos,
sendo a mais antiga semente conhecida a gerar uma árvore.
Sarah, diretora de um centro de pesquisas médicas em Israel, narra a saga
de Matusalém na edição desta semana da revista Science.
Uma coisa que ainda não se sabe é se a árvore é menino ou menina.
Tamareiras têm diferenças sexuais, mas os especialistas não conseguem
identificá-las em árvores com menos de seis ou sete anos.
A pesquisadora espera que exista uma chance de restaurar a tamareira da Judéia,
uma espécie extinta e que no passado era valorizada pelos frutos e por
supostas propriedades medicinais.
Pesquisadores analisaram o DNA da planta e descobriram que ela tem apenas
metade dos genes em comum com as tamareiras modernas. (Fonte: Estadão
Online)